"A liberdade é um luxo a que nem todos se podem permitir." (Otto Bismark)

"O que me preocupa não é o grito dos maus. É o silêncio dos bons." (M. Luther King)

"Não é sinal de saúde estar bem adaptado a uma sociedade doente." (Jiddu Krishnamurti)

"Ninguém está obrigado a cooperar em sua própria perda ou em sua própria escravatura, a Desobediência Civil é um direito imprescindível de todo o cidadão!" (Mahatma Ghandi)

"Alguns homens vêem as coisas como são e dizem "Porquê?". Eu sonho com as coisas que nunca foram e digo "Porque não?" (George Bernard Shaw)

“Não há covardia mais torpe que a covardia da inteligência, a burrice voluntária, a recusa de juntar os pontos e enxergar o sentido geral dos factos.” [Olavo de Carvalho]

Nota:

Este blog não obedece nem obedecerá a qualquer acordo ortográfico que seja um atentado à identidade do País

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Discursos, mentiras e pura demagogia escondem a verdade e a vergonha dos donos de Portugal.

253417_10150638273990296_483035515295_18900470_6066575_n Para aqueles que se deixaram embriagar nas demagogias dos que nos saqueiam.

Aqueles que teimam fazer eco e acreditar nas palavras dos governantes, assumindo como certo que a crise é culpa do povo "que viveu à grande"...

Demagogias que nos querem fazer crer que a culpa é da Europa, do Euro ... do Mundo. 

A culpa é do terrorismo... 

A culpa é do Sócrates. 

A culpa da crise é dos portugueses que pagam poucos impostos.  

A culpa é do FMI ou da Troika... ou até mesmo das alterações do clima.

Desenganem-se...

Desperdícios, roubos, incompetências, desvios, um rol de misérias que já há muito deveriam ser conhecidas de todos, inclusive da justiça. 

Por isso decidi divulgar este artigo, porque corrobora aquilo que eu defendo e acredito.

A crise, o despesismo, os cortes, a decadência dos serviços públicos, as ameaças crescentes de ruptura no SNS, na CGA, etc etc  tem como causa mais directa e clara, a delinquência dos que nos governam e a inércia da justiça e do povo. 

Paulo Morais, Medina Carreira, Marinho e Pinto, e agora a Dr.ª Maria José Morgado têm ajudado na luta contra a corrupção, destacando-se pela ousadia.
Mas estranhamente passam despercebidos, como se estivessem a falar de roubar feijões, ou outras insignificâncias. Fica por compreender o porquê deste desinteresse quase senil, dos portugueses, por assuntos tão vitais para a saúde do país e do povo.  

Nem por isso me deixarei contagiar pela inércia, ou deixarei de continuar a divulgar os crimes a que tenha acesso, apesar do desinteresse dos portugueses. 

Aqui fica mais um contributo precioso que, supostamente, deveria acordar muitos portugueses da inércia que nos soterra.

 

«SERMÃO DO BOM LADRÃO
A voracidade incontrolável do sector empresarial do Estado tem sido fonte de corrupção e miséria.
Espantoso é descobrir a denúncia destas espertezas lusas no “Sermão do Bom Ladrão”, do Padre António Vieira. “BASTA SENHOR QUE EU PORQUE ROUBO EM UMA BARCA SOU LADRÃO E VÓS PORQUE ROUBAIS EM UMA ARMADA, SOIS IMPERADOR? ASSIM É”.
Pois a armada agora será o sector empresarial do Estado guiado pelo lema do sorvedouro dos dinheiros públicos. Alguns pequenos exemplos, segundo um especialista.

HÁ 14.000 ENTIDADES, 900 FUNDAÇÕES, 100 EMPRESAS DO ESTADO CENTRAL E LOCAL COM DUPLICAÇÃO DE FUNÇÕES, DE DESPESAS E DESPERDÍCIOS ABSURDOS ALIMENTADAS POR DINHEIROS PÚBLICOS E TUTELADOS PELO GOVERNO. FUNCIONAM EM REGIME DE APAGÃO ORÇAMENTAL.

Outra particularidade lusa é A DE SERMOS O LÍDER EUROPEU DAS PARCERIAS PÚBLICO-PRIVADAS EM PERCENTAGENS DO PIB. Os encargos assumidos nestes contratos entre o sector público e os consórcios de empresas privadas nas infra-estruturas rodoviárias, ferroviárias e da saúde correspondiam, em 2009, a cerca de 50 MIL MILHÕES DE EUROS. Os vultuosos encargos da REFER e a Estradas de Portugal também não eram sujeitos a prestação de contas.

Os fins públicos visados nalguns destes grandes negócios são curiosos: traduzem-se numa rede de transações entre o Estado e particulares, intermediadas por empresas-veículo das quais o Estado também faz parte, com SOBREFATURAÇÃO AO CONTRIBUINTE, numa original competitividade. A proteção do concessionário privado tornou-se normalmente ruinosa para o Estado.

Outro mistério é o fenómeno da derrapagem nas obras públicas.
A Casa da Música apresentou uma derrapagem de 300%. Não é excepção. A metodologia das derrapagens parece essencial. OS ESTÁDIOS DO EURO-2004 SÃO UM ENCARGO DE MAIS DE MIL MILHÕES DE EUROS A SUPORTAR EM 20 ANOS.
É O CAMPO DE ALTO RISCO DAS DECISÕES SOBRE MERCADOS PÚBLICOS, OBRAS, EMPREITADAS,SUBSÍDIOS.SEM PRESTAÇÃO DE CONTAS. SEM GESTÃO DE RISCOS. O ESTADO TEM ASSUMIDO QUASE SEMPRE OS ENCARGOS COM PROTECÇÃO EXAGERADA DAS EMPRESAS PRIVADAS, COMO SE OS DECISORES PÚBLICOS NÃO ESTIVESSEM VINCULADOS POR DEVERES DE EFICIÊNCIA NO BOM USO DOS DINHEIROS DOS CONTRIBUINTES. Neste húmus de más práticas foi como se o ESTADO ENTREGASSE A CHAVE DO GALINHEIRO À RAPOSA.
A CRÓNICA MÁ GESTÃO DOS DINHEIROS PÚBLICOS ALIADA AO CONCUBINATO ENTRE CERTAS EMPRESAS E O ESTADO DESTRUÍRAM A ECONOMIA E A CAPACIDADE DE PRODUZIR RIQUEZA.
Foi o resvalar da incompetência e do desleixo para formas de corrupção sistemática com o descontrolado endividamento público.
O sistema económico da livre iniciativa foi substituído pelo sistema da planificação central das comissões.


A INOPERÂNCIA DA JUSTIÇA NESTA ÁREA AGRAVOU A PATOLOGIA. NINGUÉM RESPONDEU FINANCEIRAMENTE POR NADA. Consagrou-se um espaço de actuação sem risco. O resultado está à vista: empobrecimento do país, enriquecimento ilícito e imoralidade pública.
O Ministério Público, a polícia, os tribunais devem assumir a sua quota-parte de responsabilidade na mudança da parábola do bom ladrão. “ROUBAR POUCO É CULPA, ROUBAR MUITO É GRANDEZA”. Até quando?»
(Dr.ª Maria José Morgado, directora do DIAP, in Expresso)

in: http://apodrecetuga.blogspot.com/

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