"A liberdade é um luxo a que nem todos se podem permitir." (Otto Bismark)

"O que me preocupa não é o grito dos maus. É o silêncio dos bons." (M. Luther King)

"Não é sinal de saúde estar bem adaptado a uma sociedade doente." (Jiddu Krishnamurti)

"Ninguém está obrigado a cooperar em sua própria perda ou em sua própria escravatura, a Desobediência Civil é um direito imprescindível de todo o cidadão!" (Mahatma Ghandi)

"Alguns homens vêem as coisas como são e dizem "Porquê?". Eu sonho com as coisas que nunca foram e digo "Porque não?" (George Bernard Shaw)

“Não há covardia mais torpe que a covardia da inteligência, a burrice voluntária, a recusa de juntar os pontos e enxergar o sentido geral dos factos.” [Olavo de Carvalho]

Nota:

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segunda-feira, 11 de maio de 2009

Joseph Stiglitz critica neo-liberalismo


” (…) Os defensores do fundamentalismo de mercado querem agora que os erros do mercado sejam vistos como erros de governo. Um delegado do governo chinês colocou o dedo na ferida: os EUA deviam ter feito mais para ajudar os norte-americanos com rendimentos mais baixos a gerir melhor o problema do crédito hipotecário à habitação. Estou plenamente de acordo, mas isso não altera os factos: os bancos norte-americanos geriram especialmente mal o risco e essa má gestão tem consequências globais. Mas a injustiça é ainda maior quando se sabe que, apesar dos erros, os gestores dessas instituições saíram airosamente e com indemnizações milionárias.
Actualmente, existe uma grande disparidade entre os retornos sociais e os retornos privados. Se não forem alinhados, o sistema de mercado nunca poderá funcionar bem. O neo-liberalismo foi sempre uma doutrina política ao serviço de certos interesses e nunca se fundamentou em teorias económicas. Tal como, sabemo-lo hoje, não é fundamentado em experiências históricas. Se aprendermos esta lição, talvez se faça luz ao fundo do túnel.”

by Joseph Stiglitz, Prémio Nobel de Economia 2001
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Prémio Nobel mostra cepticismo em Lisboa
Joseph Stiglitz considera um mau investimento o plano Obama para o sector financeiro

O economista norte-americano Joseph Stiglitz, Prémio Nobel da Economia em 2001, disse hoje em Lisboa que o programa da Administração de Barack Obama de auxílio ao sistema financeiro através de um sistema de parceiras público-privadas é um exemplo de “mau investimento público”.Stiglitz, que falava numa Conferência promovida pelo Ministério da Economia sobre Economia e Energia e que foi apresentado pelo ministro Manuel Pinho como “um dos economistas mais influentes do mundo”, mostrou-se aliás muito céptico quanto ao que o Governo americano está a fazer no sector financeiro e realçou que “as pessoas que aplicaram a desregulamentação” que levou à crise financeira com epicentro nos EUA “são as mesmas que estão no Departamento do Tesouro”, o equivalente ao Ministério das Finanças português.Em relação ao programa do Presidente dos Estados Unidos para a banca, Stiglitz critica que o Estado ponha “92 por cento do dinheiro” nas parcerias e que se houver lucro ele vá “quase todo para o sector privado”, mas “se houver prejuízo vai todo para o Estado”.Mas o problema da actuação das autoridades junto do sector financeiro vem logo do plano inicial da Administração Bush parra o socorrer, que foi apresentado ao Congresso em moldes que não davam qualquer garantia ao Estado e contribuintes. “Se tivesse sido submetido por um país em desenvolvimento ao Banco Mundial teria sido liminarmente rejeitado”, disse Stiglitz, que foi vice-presidente e economista-chefe daquela instituição e é conhecido por ser muito crítico da actuação do FMI e das autoridades financeiras do seu país e da sua promiscuidade de interesses com o sector financeiro.“O dinheiro que puseram nos bancos e na AIG foi um mau investimento e provavelmente nunca será recuperado”, disse Jospeh Stiglitz, professor na Universidade de Colúmbia em Nova Iorque, foi presidente do Comité de Conselheiros Económicos do Presidente Bill Clinton na década de 90.Joseph Stiglitz criticou também os testes de stress (ou testes de resistência) às 19 principais instituições financeiras dos EUA por trabalharam com um cenário de desemprego apenas pouco acima de dez por cento, quando muitos observadores prevêem que atinja os dez por cento ainda este ano. “Não são testes de stress. Seriam testes de stress com cenários de desemprego de 12 ou 13 por cento”, afirmou.A conferência, que durou mais de uma hora, acabou por versar apenas sobre a crise económica, quer nas suas causas (atribuídas no em última instância a uma corrupção institucional ao estilo americano) quer nas perspectivas de futuro.

in Público; por 08.05.2009 - 20h42
Por Paulo Miguel Madeira

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