"A liberdade é um luxo a que nem todos se podem permitir." (Otto Bismark)

"O que me preocupa não é o grito dos maus. É o silêncio dos bons." (M. Luther King)

"Não é sinal de saúde estar bem adaptado a uma sociedade doente." (Jiddu Krishnamurti)

"Ninguém está obrigado a cooperar em sua própria perda ou em sua própria escravatura, a Desobediência Civil é um direito imprescindível de todo o cidadão!" (Mahatma Ghandi)

"Alguns homens vêem as coisas como são e dizem "Porquê?". Eu sonho com as coisas que nunca foram e digo "Porque não?" (George Bernard Shaw)

“Não há covardia mais torpe que a covardia da inteligência, a burrice voluntária, a recusa de juntar os pontos e enxergar o sentido geral dos factos.” [Olavo de Carvalho]

Neste Nosso Portugal©2009

Nota:

Este blog não obedece nem obedecerá a qualquer acordo ortográfico que seja um atentado à identidade do País

sábado, 13 de junho de 2009

Fraude de 132 milhões com desemprego

A Segurança Social atribuiu de forma irregular 132 milhões de euros em subsídios de desemprego. A fraude, detectada por uma auditoria da Inspecção-Geral de Finanças (IGF) à gestão das prestações sociais de desemprego concluída em 2008, é uma consequência das insuficiências que ainda permanecem no funcionamento do sistema.

CM, 13.06.2009

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Mário Crespo, "Continuemos a Fazer de Conta"

Façamos de conta que e o que passou no BPN e na SLN não é mesmo uma enorme "roubalheira". Façamos de conta que há outro termo para descrever correctamente o saque de dois mil milhões de dinheiro dos portugueses.

Façamos de conta que a mais-valia de 147 por cento do investimento de Aníbal Cavaco Silva e família não aparece nos dois mil milhões de prejuízos do BPN nacionalizado. Façamos de conta que não é o contribuinte português quem está a pagar esses dois mil milhões. Façamos de conta que é normal conseguir valorizar um investimento 147,5 por cento em menos de dois anos. Tudo isto fora do controlo das entidades fiscalizadoras e reguladoras do mercado de capitais. Façamos de conta que um conglomerado de bancos e offshores que compra coisas por dezenas de milhão, que vende depois por um dólar, e que rende mais do que a Dona Branca, é normal. Façamos de conta que um negócio gerido assim faz algum sentido no mercado. Façamos de conta que é acessível ao cidadão comum um negócio destes. Façamos de conta que sabemos todas as circunstâncias da compra e da recompra das acções de tão prodigiosa mais valia, que a família Silva detinha no projecto de Dias Loureiro e Oliveira e Costa. Façamos de conta que a SLN não tem nada a ver com o BPN. Façamos de conta que o BPN e a SLN não têm um número invulgar de gente do PSD envolvido nas suas actividades. Façamos de conta que Aníbal Cavaco Silva não é a personalidade de mais influência no PSD. Façamos de conta que os termos SLN, Sociedade Lusa de Negócios ou SLN Valor aparecem no comunicado da Presidência da República de 23 de Novembro de 2008. Façamos de conta que, nesta fase de dúvidas, é aceitável uma declaração como a emitida pelo Palácio de Belém sem referências ao valioso investimento familiar no mais controverso dos projectos financeiros da história de Portugal. Quando é só esse investimento que está causa. Por ser uma aplicação num projecto de licitude duvidosa. Façamos de conta que o Chefe Executivo desse projecto não tinha sido um íntimo colaborador de Aníbal Cavaco Silva responsável por finanças públicas. Façamos de conta que entre 2001 e 2003 os negócios do BPN e da SLN decorriam de forma irrepreensível e no cumprimento integral da lei da República. Façamos de conta que não foi por escolha pessoal do Presidente da República que Dias Loureiro foi nomeado Conselheiro de Estado. Façamos de conta que, como o Presidente disse, estar Dias Loureiro no Conselho de Estado era a mesma coisa que estar António Ramalho Eanes ou Mário Soares ou Jorge Sampaio. Façamos de conta que o Presidente relatou tudo o que devia ter relatado ao País sobre os seus activos passados nos projectos de Oliveira e Costa e Dias Loureiro. Façamos de conta que não há gente presa por causa do BPN. Façamos de conta que não vai haver mais gente presa. Façamos de conta que o que se passou no BPN e na SLN não é mesmo uma enorme "roubalheira". Façamos de conta que há outro termo para descrever correctamente um saque de dois mil milhões de dinheiro dos portugueses. Façamos de conta que não conseguimos imaginar quantas escolas, quantos hospitais, quantas contas de farmácia, quantas pensões mínimas, quantas refeições decentes se podem comprar com esse dinheiro. Façamos de conta que basta, apenas, cumprir rigorosamente a Lei e ignorar o que a Lei não diz, para se ser inquestionavelmente impoluto. Façamos de conta que não sabemos o que se está a passar à nossa volta. Até onde aguenta o País continuarmos a fazer de conta que não vemos?
in Jornal de Noticias, edição de 08-06-2009

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Comissão Europeia considera Magalhães ilegal

A Comissão Europeia (CE) considera que Portugal infringiu as leis comunitárias da concorrência ao adjudicar por ajuste directo, e não por concurso público, todos os programas governamentais ligados ao Plano Tecnológico da Educação. Está em causa a distribuição gratuita ou a preços reduzidos de mais de um milhão de computadores a alunos e professores – incluindo os 500 mil ‘Magalhães’ que o Executivo de José Sócrates prometeu distribuir pelos alunos do 1.º Ciclo.

As conclusões da Comissão liderada por Durão Barroso são preliminares e fazem parte da chamada fase pré-contenciosa da acção. Esta foi instaurada por incumprimento de Portugal da directiva 2004/18/CE (norma que regula a contratação pública na UE, de forma a assegurar a livre circulação de bens e serviços no Mercado Único Europeu). O processo nasceu de uma queixa apresentada pela empresa Accer na Direcção-Geral do Mercado Interno.

Sol, 22.05.2009

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Novo Luto Nacional

Dias 22 e 23 de Maio 2009 - TODOS DE LUTO CONTRA A VERGONHA,
seremos de início dez, depois cem… mil… um milhão... vista algo de cor preta... pendure algo desta cor na janela de sua casa... vamos conseguir!...

Sabemos que sair às ruas é complicado devido aos compromissos diários, então estamos propondo que nos dias 22 e 23 de Maio, todos ao saírem de casa vistam camisas/blusas pretas , e se você não tem, amarre um lenço preto no pescoço ou braço MELHOR AINDA: Pendure um pano preto (em vez da bandeira como para o futebol) na sua janela em sinal de luto pela morte da dignidade dos políticos . Isto vai ser um sinal de repúdio à palhaçada que virou a política.

DEMONSTRE a sua indignação em todas as cidades! Não tenha vergonha de participar! Devemos ter vergonha de assistir à bandalheira de boca fechada e mãos atadas como um povo ignorante que não sabe como protestar!

Veja, analise e proteste!

Mais um roubo aos portugueses! Leiam até ao fim e divulguem. Isto não pode continuar!

Lista de Aposentados no ano de 2005 (Janeiro a Novembro) com pensões de luxo (mas em 2006 a lista continua imparável!): pode ser consultado em:

http://www.cga.pt/publicacoes.asp?O=3

Janeiro
Ministério da Justiça
€5380.20 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
Março
Ministério da Justiça
€7148.12 Procurador-Geral Adjunto Procuradoria-Geral República
€5380.20 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
€5484.41 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
€5498.55 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
Empresas Públicas e Sociedades Anónimas
€6082.48 Jurista 5 CTT Correios Portugal SA
Abril
Ministério da Justiça
€5498.55 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
€5498.55 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
€5338.40 Procurador-geral Adjunta Procuradoria-Geral República
Antigos Subscritores
€6193.34 Professor Auxiliar Convidado
Maio
Ministério da Justiça
€5663.51 Juiz Conselheiro Conselho Superior Magistratura
€5498.55 Procurador-Geral Adjunto Procuradoria-Geral República
€5460.37 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
€5663.51 Juiz Conselheiro Conselho Superior Magistratura
€5338.40 Procuradora-Geral Adjunta Procuradoria-Geral República
€5663.51 Juiz Conselheiro Conselho Superior Magistratura
Junho
Ministério da Justiça
€5663.51 Juiz Conselheiro Supremo Tribunal Administrativo
€5498.55 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
€5498.55 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
€5663.51 Juiz Conselheiro Conselho Superior Magistratura
Julho
Ministério da Justiça
€5182.91 Juiz Direito Conselho Superior Magistratura
€5182.91 Procurador República Procuradoria-Geral República
€5307.63 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
€5498.55 Procurador-Geral Adjunto Procuradoria-Geral República
Agosto
Ministério da Justiça
€5173.46 Conservador Direcção Geral Registos Notariado
€5173.46 Conservadora Direcção Geral Registos Notariado
€5173.46 Conservador Direcção Geral Registos Notariado
€5173.46 Notário Direcção Geral Registos Notariado
€5173.46 Conservador Direcção Geral Registos Notariado
€5663.51 Juiz Conselheiro Conselho Superior Magistratura
€5663.51 Juiz Conselheiro Conselho Superior Magistratura
€5498.55 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
€5043.12 Notária Direcção Geral Registos Notariado
€5173.46 Conservador 1ª Classe Direcção Geral Registos Notariado
€5498.55 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
€5498.55 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
€5027.65 Conservador Direcção Geral Registos Notariado
€5663.51 Juiz Conselheiro Conselho Superior Magistratura
€5498.55 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
€5173.46 Conservador Direcção Geral Registos Notariado
€5498.55 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
€5173.46 Notário Direcção Geral Registos Notariado
€5498.55 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
€5498.55 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
€5159.57 Conservador Direcção Geral Registos Notariado
€5173.46 Notária Direcção Geral Registos Notariado
€5173.46 Ajudante Principal Direcção Geral Registos Notariado
€5498.55 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
€ 5173.46 Notário 1ª Classe Direcção Geral Registos Notariado
€5173.46 Notária Direcção Geral Registos Notariado
Setembro
Ministério dos Negócios Estrangeiros
€7284.78 Vice-Cônsul Principal Secretaria-Geral (Quadro Externo)
€6758.68 Vice-Cônsul mdash; Secretaria-Geral (Quadro Externo)
Ministério da Justiça
€5663.51 Juiz Conselheiro mdash; Conselho Superior Magistratura
€5498.55 Juiz Desembargador mdash; Conselho Superior Magistratura
€5498.55 Juiz Desembargador mdash; Conselho Superior Magistratura
Ministério da Educação
€5103.95 Presidente Conselho Nacional Educação
Outubro
Ministério da Justiça
€5498.55 Procurador-Geral Adjunto Procuradoria-Geral República
Novembro
Ministério dos Negócios Estrangeiros
€7327.27 Técnica Especialista Secretaria-Geral (Quadro Externo)
Tribunal de Contas
€5663.51 Presidente
Ministério da Justiça
€5498.55 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
€5663.51 Juiz Conselheiro Conselho Superior Magistratura
€5498.55 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
€5498.55 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
€5498.55 Juiz Desembargador Conselho Superior Magistratura
Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior
€5015.16 Professor Coordenador Inst Superior Engenharia Lisboa

Boas Vidas!!!

Mas nem tudo vai mal nesta nossa República (Pelo menos para alguns).
Com as eleições legislativas de 20/Fevereiro, metade dos 230 deputados não foram reeleitos . Os que saíram regressaram às suas anteriores actividades. Sem, contudo saírem tristes ou cabisbaixos. Quando terminam as funções, os deputados e governantes têm o direito, por Lei (feita e aprovada por eles) a um subsídio que dizem de reintegração:
- um mês de salário (3.449 euros) por cada seis meses de Assembleia ou governo.

Desta maneira um deputado que tenha desempenhado as suas funções durante uma Legislatura recebe seis salários (20.694 euros). Se o tiver sido durante 10 anos, recebe vinte salários ( 68.980 euros). Feitas as contas aos deputados que saíram, o Erário Público desembolsou mais de 2.500.000 euros.
No entanto, há ainda aqueles que têm direito a subvenções vitalícias ou pensões de reforma (mesmo que não tenham 60 anos). Estas são atribuídas aos titulares de cargos políticos com mais de 12 anos.

Entre os ilustres reformados do Parlamento encontramos figuras como:
Almeida Santos.......................... 4.400, euros;
Medeiros Ferreira....................... 2.800, euros;
Manuela Aguiar.......................... 2.800, euros;
Pedro Roseta............................ .2.800, euros;
Helena Roseta........................... 2.800, euros;
Narana Coissoró……………….. 2.800, euros;
Álvaro Barreto............................ 3.500, euros;
Vieira de Castro......................... 2.800, euros;
Leonor Beleza………………….. 2.200, euros;
Isabel Castro............................. 2.200, euros;
José Leitão................................ 2.400, euros;
Artur Penedos............................ 1.800, euros;
Bagão Félix................................ 1.800, euros.

Quanto aos ilustres reintegrados , encontramos, por exemplo, os seguintes ex-deputados:
Luís Filipe Pereira . 26.890, euros / 9 anos de serviço;
Paulo Pedroso ........48.000, euros / 7 anos e meio de serviço
David Justino ..........38.000, euros / 5 anos e meio de serviço;
Mª Carmo Romão ... 62.000, euros / 9 anos de serviço;
Luís Nobre Guedes . 62.000, euros / 9 anos e meio de serviço.
A maioria dos outros deputados que não regressaram estiveram lá somente na última legislatura, isto é, 3 anos , foi o suficiente para terem recebido cerca de 20.000, euros cada .

É ESTA A CLASSE POLÍTICA QUE TEM A LATA DE PEDIR SACRIFÍCIOS AOS PORTUGUESES PARA DEBELAR A CRISE!...

MAS... HÁ MAIS !!!

Apesar de ter apenas 50 anos de idade e de gozar de plena saúde, o socialista Vasco Franco, número dois do PS na Câmara de Lisboa durante as presidências de Jorge Sampaio e de João Soares, está já reformado. A pensão mensal que lhe foi atribuída ascende a 3.035 euros (608 contos), um valor bastante acima do seu vencimento como vereador.
A generosidade estatal decorre da categoria com que foi aposentado – técnico superior de 1ª classe, segundo o «Diário da República» - apesar de as suas habilitações literárias se ficarem pelo antigo Curso Geral do Comércio, equivalente ao actual 9º ano de escolaridade. A contagem do tempo de serviço de Vasco Franco é outro privilégio raro, num país que pondera elevar a idade de reforma para os 68 anos, para evitar a ruptura da Segurança Social.
O dirigente socialista entrou para os quadros do Ministério da Administração Interna em 1972, e dos 30 anos passados só ali cumpriu sete de dedicação exclusiva; três foram para o serviço militar e os restantes 20 na vereação da Câmara de Lisboa, doze dos quais a tempo inteiro. Vasco Franco diz que é tudo legal e que a lei o autoriza a contar a dobrar 10 dos 12 anos como vereador a tempo inteiro.
Triplicar o salário. Já depois de ter entregue o pedido de reforma, Vasco Franco foi convidado para administrador da Sanest, com um ordenado líquido de 4000 euros mensais (800 contos). Trata-se de uma sociedade de capitais públicos, comparticipada pelas Câmaras da Amadora, Cascais, Oeiras e Sintra e pela empresa Águas de Portugal, que gere o sistema de saneamento da Costa do Estoril. O convite partiu do reeleito presidente da Câmara da Amadora, Joaquim Raposo, cuja mulher é secretária de Vasco Franco na Câmara de Lisboa. O contrato, iniciado em Abril, vigora por um período de 18 meses.
A acumulação de vencimentos foi autorizada pelo Governo mas, nos termos do acordo, o salário de administrador é reduzido em 50% - para 2000 euros - a partir de Julho, mês em que se inicia a reforma, disse ao EXPRESSO Vasco Franco.
Não se ficam, no entanto, por aqui os contributos da fazenda pública para o bolo salarial do dirigente socialista reformado. A somar aos mais de 5000 euros da reforma e do lugar de administrador, Vasco Franco recebe ainda mais 900 euros de outra reforma, por ter sido ferido em combate (!?) em Moçambique já depois do 25 de Abril (????????), e cerca de 250 euros em senhas de presença pela actuação como vereador sem pelouro.
Contas feitas, o novo reformado triplicou o salário que auferia no activo, ganhando agora mais de 1200 contos limpos. Além de carro, motorista, secretária, assessores e telemóvel.

É BOM QUE TODOS SAIBAM COMO SE GOVERNA QUEM NOS GOVERNA.
MAS HÁ MUITO MAIS...

Vamos dar um basta e reagir como gente grande dizendo um grande

BASTA!
Não se esqueça:

dias 22 e 23 de Maio BLUSA /CAMISA PRETA E PANO PRETO NA JANELA!

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Joseph Stiglitz critica neo-liberalismo


” (…) Os defensores do fundamentalismo de mercado querem agora que os erros do mercado sejam vistos como erros de governo. Um delegado do governo chinês colocou o dedo na ferida: os EUA deviam ter feito mais para ajudar os norte-americanos com rendimentos mais baixos a gerir melhor o problema do crédito hipotecário à habitação. Estou plenamente de acordo, mas isso não altera os factos: os bancos norte-americanos geriram especialmente mal o risco e essa má gestão tem consequências globais. Mas a injustiça é ainda maior quando se sabe que, apesar dos erros, os gestores dessas instituições saíram airosamente e com indemnizações milionárias.
Actualmente, existe uma grande disparidade entre os retornos sociais e os retornos privados. Se não forem alinhados, o sistema de mercado nunca poderá funcionar bem. O neo-liberalismo foi sempre uma doutrina política ao serviço de certos interesses e nunca se fundamentou em teorias económicas. Tal como, sabemo-lo hoje, não é fundamentado em experiências históricas. Se aprendermos esta lição, talvez se faça luz ao fundo do túnel.”

by Joseph Stiglitz, Prémio Nobel de Economia 2001
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Prémio Nobel mostra cepticismo em Lisboa
Joseph Stiglitz considera um mau investimento o plano Obama para o sector financeiro

O economista norte-americano Joseph Stiglitz, Prémio Nobel da Economia em 2001, disse hoje em Lisboa que o programa da Administração de Barack Obama de auxílio ao sistema financeiro através de um sistema de parceiras público-privadas é um exemplo de “mau investimento público”.Stiglitz, que falava numa Conferência promovida pelo Ministério da Economia sobre Economia e Energia e que foi apresentado pelo ministro Manuel Pinho como “um dos economistas mais influentes do mundo”, mostrou-se aliás muito céptico quanto ao que o Governo americano está a fazer no sector financeiro e realçou que “as pessoas que aplicaram a desregulamentação” que levou à crise financeira com epicentro nos EUA “são as mesmas que estão no Departamento do Tesouro”, o equivalente ao Ministério das Finanças português.Em relação ao programa do Presidente dos Estados Unidos para a banca, Stiglitz critica que o Estado ponha “92 por cento do dinheiro” nas parcerias e que se houver lucro ele vá “quase todo para o sector privado”, mas “se houver prejuízo vai todo para o Estado”.Mas o problema da actuação das autoridades junto do sector financeiro vem logo do plano inicial da Administração Bush parra o socorrer, que foi apresentado ao Congresso em moldes que não davam qualquer garantia ao Estado e contribuintes. “Se tivesse sido submetido por um país em desenvolvimento ao Banco Mundial teria sido liminarmente rejeitado”, disse Stiglitz, que foi vice-presidente e economista-chefe daquela instituição e é conhecido por ser muito crítico da actuação do FMI e das autoridades financeiras do seu país e da sua promiscuidade de interesses com o sector financeiro.“O dinheiro que puseram nos bancos e na AIG foi um mau investimento e provavelmente nunca será recuperado”, disse Jospeh Stiglitz, professor na Universidade de Colúmbia em Nova Iorque, foi presidente do Comité de Conselheiros Económicos do Presidente Bill Clinton na década de 90.Joseph Stiglitz criticou também os testes de stress (ou testes de resistência) às 19 principais instituições financeiras dos EUA por trabalharam com um cenário de desemprego apenas pouco acima de dez por cento, quando muitos observadores prevêem que atinja os dez por cento ainda este ano. “Não são testes de stress. Seriam testes de stress com cenários de desemprego de 12 ou 13 por cento”, afirmou.A conferência, que durou mais de uma hora, acabou por versar apenas sobre a crise económica, quer nas suas causas (atribuídas no em última instância a uma corrupção institucional ao estilo americano) quer nas perspectivas de futuro.

in Público; por 08.05.2009 - 20h42
Por Paulo Miguel Madeira

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Lei do Financiamento dos Partidos

Aumenta 55 vezes o limite
Financiamento: Partidos podem receber mais de um milhão de euros em dinheiro vivo

A nova lei do financiamento dos partidos políticos, das campanhas eleitorais e dos grupos parlamentares, ontem aprovada na especialidade em tempo recorde, sobe em mais de um milhão de euros — de 22.500 para 1.257.660 euros — o limite das entradas em dinheiro vivo nos partidos.Um aumento de mais de 55 vezes em relação ao tecto actual e que se aplica às quotas e contribuições dos militantes e ao produto das actividades de angariação de fundos.É uma das maiores alterações à lei dos financiamentos políticos e que não constava do projecto de lei conjunto do PS e do PSD, aprovado na generalidade a 13 de Dezembro. Quatro meses e meio depois, a discussão na especialidade foi toda feita ontem de manhã, em grupo de trabalho à porta fechada, onde também se realizou a votação indiciária, depois repetida em menos de 20 minutos na comissão a pedido do deputado do MPT, Quartin Graça, eleito nas listas do PSD. O texto final foi aprovado, na esmagadora maioria dos artigos, por unanimidade, o que prenuncia o consenso que hoje deve ser conseguido no plenário em votação final global.Aquela alteração foi introduzida como aproximação à proposta do PCP, que pretendia alcançar 1,8 milhões de euros como tecto para a entrada de dinheiro vivo nos partidos e assim cobrir as quotas dos militantes sem conta bancária e grande parte das receitas obtidas na Festa do Avante!. Mas não é uma cedência absoluta: o próprio Governo já tinha deixado perceber a intenção de permitir a entrada de dinheiro vivo nos partidos ao introduzir, na lei do Orçamento do Estado, uma alínea que lhe abria a porta. Essa norma acabou por não passar na altura, por recusa da bancada socialista, que agora deu o seu aval às pretensões comunistas.Foi também pela necessidade de regularizar as contas da Festa do Avante! que o PCP propôs ainda o aumento do tecto das angariações de fundo, através de iniciativas com oferta de bens e serviços, para 1,8 milhões de euros, o equivalente a 4000 IAS (Índice de Apoio Social, valor de referência para as subvenções públicas em substituição do salário mínimo nacional). Mais uma vez este valor foi revisto em baixa e fixado em 1,257 milhões de euros (3000 IAS), mesmo assim o dobro do actual limite de 675 mil euros (1500 SMN).Mesmo assim, Bernardino Soares, líder parlamentar do PCP, não ficou totalmente satisfeito: “O problema da Festa do Avante! foi um pouco mitigado”, comentou, salientando que estas alterações não põem em causa a fiscalização à contabilidade dos partidos, pois “continua a haver regras muito firmes”.Outra originalidade desta lei é permitir os donativos de pessoas singulares às campanhas para as legislativas e europeias, algo que até agora só estava previsto para as presidenciais e movimentos de cidadãos nas autárquicas. Neste caso, o limite é de 25 mil euros por doador, obrigatoriamente tituladas por cheque ou meio bancário que permita a identificação do valor e da origem. Uma norma que se aplicará assim que a lei entrar em vigor, o que os partidos esperam que aconteça antes das eleições de 7 de Junho.A nova lei aumenta ainda praticamente para o dobro (de 2500 SMN para 5000 IAS, quase um milhão de euros a mais) o limite máximo de despesas realizadas na segunda volta das eleições presidenciais. E reduz a metade o número de votos que um pequeno partido tem que obter para ter direito a receber subvenções públicas: em vez de 50 mil votos, basta-lhes conseguir 25 mil.Importante foi também a alteração exigida pelo Bloco de Esquerda à proposta inicial do PS e PSD, que atribuía em exclusivo aos mandatários financeiros das campanhas e ao cabeça de lista a responsabilidade pelas ilegalidades cometidas nas contas. O BE fez depender o seu voto a favor nesta lei da reposição do que vigora na lei actual e impôs que sejam solidariamente responsáveis os candidatos presidenciais, os partidos e as coligações em causa.No final da votação-relâmpago, onde não houve tempo para apreciação das propostas, todos os partidos usaram a palavra “transparência” para qualificar a nova versão de uma lei que, durante meses, apenas foi discutida nos gabinetes dos partidos. “O processo foi sempre monitorizado pelo PS e PSD, houve abertura a algumas propostas do PCP e dos partidos sem assento parlamentar, mas só hoje nos reunimos para discutir o assunto”, afirmou o líder parlamentar do BE, Luís Fazenda, ao PÚBLICO. Aliás, ele próprio só conheceu as últimas propostas de alteração “meia hora antes” da reunião do grupo de trabalho, criado ontem mesmo para o efeito.
in Público
Muito mau augurio se apróxima. Pegunto-me como é possivel isto ser aprovado assim???

terça-feira, 28 de abril de 2009

Abril inacabado

Passado Sábado 25 de Abril, jantava em familia, enquanto a televisão sintonizada na RTP1, passava no ar o programa "As Vozes que Abril Abriu". Nesse tempo pensava para comigo mesmo, passados 35 anos da Revolução dos Cravos já não era tempo de fazer uma retrospectiva profunda, analisar o que foi feito e o que devia ter sido feito, o que mudou para melhor o que se manteve inalterado e o que retrocedeu a partir dessa data tão importante para o povo português. 35 anos, não é tão pouco tempo quanto isso, e mesmo tendo nascido após Abril de 74, não vislumbro a mundança essencial que devia ter sido feita, a verdadeira revolução (além da alteração do sistema politico-social), aquela que é feita dentro da consciencia do Homem enquanto ser.
Ora pois, a conclusão que retiro é que o 25 de Abril é ainda um assunto tabú, as pessoas aceitam as coisas tal como lhes são apresentadas e não refeltem por si mesmas. Em lugar da comunicação social rodar programas sempre iguais nesta data que a ninguem ja interessam desprovidos de conteúdo já, porque não promover este debate? Até porque, é um se não o mais importante legado do 25 de Abril, o debate aberto no seio da sociedade. Se não vejamos, tal como antes de 25 de Abril a corrupção continua impune e alastra... o sistema de justiça não funciona e não é acessivel as classes baixas (sem sistema de justiça não ha democracia)... o sistema de educação é podre (sem educação as pessoas não podem usufruir da democracia)... um serviço nacional de saúde para alguns... quem ocupa o poder politico são sempre os mesmos...
Desde ja peço desculpa pelo meu "português corridinho", todavia com este desabafo a minha pretenssão é que se discuta este tema, ouvindo-se varias vozes, favoraveis ou contrárias por forma a melhor ficarmos cientes do que realmente mudou nestes 35 anos.

PS usou em tempo de antena imagens de crianças com o Magalhães pedidas pelo Ministério da Educação

Pais pedem explicações

O Ministério da Educação pediu a uma escola do primeiro ciclo de Castelo de Vide autorização para filmar crianças a utilizar o Magalhães. Mas, segundo conta hoje o Rádio Clube e o jornal “24 Horas”, as imagens acabaram por passar num tempo de antena do Partido Socialista, na RTP, no passado dia 22.

Os pais pediram já uma reunião na escola, a exigir uma explicação e a escola por sua vez, pediu explicações ao ministério, como adiantou ao Rádio Clube Ana Travassos, presidente do Conselho Executivo do agrupamento de escolas de Castelo de Vide.

“Não foi feito pelo Partido Socialista não. Nós tivemos um contacto da tutela, dos representantes do Ministério da Educação aqui no Distrito de Portalegre e na região de Évora, que é onde está a Direcção Regional, com a intenção de consultar crianças e pais”, disse a responsável.

Mas o produto final da consulta acabou por ser emitido num tempo de antena do PS na RTP, na passada quarta-feira. Os encarregados de educação já pediram explicações à escola.

Ao Rádio Clube, o gabinete de imprensa do PS explicou, através de um comunicado, que tudo foi autorizado, sem contudo esclarecer de onde partiu o pedido, se do ministério, se do partido.

Em reacção, O PSD considera a situação grave. Cristovão Crespo, presidente da distrital do PSD de Portalegre, exige também explicações ao Ministério da Educação e ao PS.

Ao PÚBLICO, Joaquim Vieira, provedor do leitor do PÚBLICO, comentou o uso de crianças em campanhas políticas, frisando que é comum recorrer à imagem de menores, com consentimento dos pais ou responsáveis, especialmente recorrendo a filhos de filiados dos partidos, mas que a utilização de imagem sem um consentimento informado e claro, é de recriminar.

"Se foi assim como se diz é altamente condenável. Trata-se de enganar as pessoas e usar a imagem de crianças para propaganda política. A propaganda política não tem limites e o PS tem usado frequentemente imagens de crianças em campanha. Mas os pais das crianças têm de saber o fim das imagens. De forma enviezada não".
in 28.04.2009 - 09h35 PÚBLICO
Sem comentarios...

segunda-feira, 27 de abril de 2009

A nossa classe politica



È o que da vontade de ir para a rua gritar bem alto!!!

Humor – Novas Oportunidades

PSP impõe número de detenções mínimo por esquadra

Direcção diz que objectivo é baixar criminalidade
Há muitas esquadras no país que têm tabelas com números mínimos de detenções a efectuar até ao final deste ano, noticia o “Jornal de Notícias” na sua edição de hoje. A medida está a gerar mal-estar entre os polícias, que dizem não querer trabalhar para as estatísticas. Contudo, a direcção da PSP diz que o objectivo é prevenir e reduzir os números da criminalidade.“Maior actividade operacional. Objectivo: 250 detenções”, lê-se num papel, citado pelo JN, afixado da 2ª Esquadra de Investigação Criminal da PSP do Porto. O documento, datado de Fevereiro, estabelece as metas a cumprir nos restantes dez meses de 2009.Uma medida que deixa os profissionais preocupados, por acharem que se está a apostar na “repressão” e não num policiamento de “prevenção”. Por outro lado, têm medo de, se não cumprirem os objectivos traçados, sofrerem consequências na avaliação e progressão na carreira.No caso da referida esquadra do Porto, as "missões" são distribuídas por brigadas: a do Património (investiga sobretudo furtos e roubos) e a da Droga estão incumbidas de fazer, cada uma, quatro detenções por mês, ou seja, 40 no total, entre Março e o fim do ano. Há também um total de 14 detenções/mês (140 no total) atribuídas às designadas brigadas de prevenção criminal, que estão direccionadas para situações de flagrante delito, e três detenções mensais às unidades que investigam crimes contra pessoas e financeiros. Além disso, são também determinadas equipas diárias e mensais de actividade operacional. Ainda de acordo com o mesmo jornal, a Direcção Nacional da PSP admite que há "objectivos", mas no bom sentido . "No limite, o objectivo estratégico da PSP é diminuir a criminalidade na sua área de jurisdição, logo é expectável que os responsáveis policiais encontrem mecanismos localmente para prevenir o aumento da criminalidade", argumentou o comissário Paulo Flor, porta-voz da PSP.
in 27.04.2009 - 10h21 PÚBLICO
È ASSIM QUE SE VAI COMBATER A CRIMINALIDADE NESTE PAIS?????

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Saída da crise: Tudo ao contrário?


João Cantiga Esteves, Professor de Finanças do ISEG-Instituto Superior de Economia e Gestão:

Após as medidas iniciais de combate à Crise, instala-se a convicção de que a solução passa por políticas diametralmente opostas às adoptadas, no que respeita à taxa de juro e inflação.

Governos e Bancos Centrais decidiram combater a Crise através da descida abrupta das taxas de juro e, consequentemente, da inflação, criando até o espectro da deflação.

Ora, é perfeitamente consensual de que o grande problema, talvez o maior, da Crise é a falta de liquidez no Sistema Financeiro, em geral, e no Bancário, em particular.

Aqui convém lembrar que o Sistema Financeiro, em geral, e o Bancário, em particular, são compostos por duas grandes funções. De um lado, o Sistema (os bancos) capta dinheiros (poupanças) através de todo o tipo de depósitos e, do outro lado, com esses dinheiros, concede empréstimos (créditos) aos agentes económicos (empresas e famílias).

A ordem das duas funções não é arbitrária, isto é, primeiro o Sistema precisa de captar os depósitos e só depois é que pode conceder empréstimos.

O que verificamos é que Bancos Centrais e Governos baixaram a taxa de juro, de forma rápida, mas assistimos às queixas continuadas de que os Bancos não disponibilizam créditos às empresas e, quando concedem esses empréstimos, fazem-no de forma cara, a taxas muito elevadas.

Contraditório? Nem por isso. Os Bancos não emprestam porque não têm dinheiro e, quando emprestam, dado que o dinheiro é escasso, a procura por parte das empresas e famílias é fortíssima e o risco presente nas empresas e na economia real é muito elevado e crescente, aplicando taxas cada vez mais altas. Óbvio!

A terapia actual não funciona! E não funciona porque não se está a resolver o problema original da falta de liquidez. É preciso começar por "trazer" liquidez para os Sistemas Financeiro e Bancário e a liquidez só se atrai, só se consegue captando dinheiros com a subida das taxas de juro. Sem isso, o Sistema não recomeça a funcionar e, sem ele, não há solução. Governos e Bancos Centrais pensaram que, através das suas injecções de dinheiro no sistema, a situação se resolvia. Errado! Por muitíssimo dinheiro que Bancos Centrais e Governos criem e injectem no Sistema, não deixará de ser sempre uma "gota de água" no enorme Oceano que representa hoje o mercado financeiro actual, mesmo em crise.

Observa-se que os Bancos não emprestam uns aos outros e, muito menos, aos agentes da economia real (empresas e famílias). Ora, a descida das taxas de juro só piorou, isto é, os Bancos não emprestavam quando as taxas de juro estavam a 4 e 5% e vão emprestar agora com as taxas a 1 e 2%? Absurdo! Claro que não.

E assistimos a malabarismos perigosos. A taxa do BCE baixou abruptamente e, neste momento, a taxa EURIBOR também acompanha essa descida rápida, o que é uma má notícia pois isso acontece porque o mercado interbancário não está a funcionar. A EURIBOR desce porque o actual mercado se limita ao BCE a "falar sozinho", ou com as instituições bancárias, porque entre estas continua a não haver transacções e, quando existem, aplicam-se "spreads" bem elevados, como os bancos portugueses bem têm sentido.

Conclui-se que a taxa EURIBOR passou a ser uma taxa "fantasma" determinada por Bancos Centrais e Governos e não pelo mercado interbancário na sua plenitude, actualmente inexistente, limitando-se a vincar a política deliberada de descida da taxa de juro formulada pelos Bancos Centrais e Governos, sendo depois contrariada, na prática, com a sua subida através do aumento dos "spreads", por parte dos bancos!

Novamente, sem o mercado interbancário a funcionar, não há solução. E este só voltará a funcionar quando as taxas de juro forem atractivas.

Assim, passando a solução da Crise pela subida das taxas de juro, o problema será o do ressurgimento da inflação. Sendo verdade, importa dizer que, face à dimensão da Crise e da gravidade e profundidade dos diversos problemas, impõe-se definir prioridades e, neste momento, uma subida de inflação, que possa ir até aos 5-6%, será, seguramente, o mal menor que o mundo pode enfrentar.

Aqui, importa relembrar outro factor determinante da actual Crise, que se encontra por resolver, os elevados e insustentáveis preços do imobiliário, um pouco por todo o mundo e que precisam de ser corrigidos. Repare-se que os designados activos financeiros clássicos já fizeram um ajustamento substancial dos seus preços, em 2008, com as Bolsas, incluindo a Portuguesa, a cairem cerca de 50%. Ora, no imobiliário nada semelhante aconteceu e, possivelmente, não pode acontecer mas um ajustamento significativo tem de ser feito. A história económica das Crises mostra-nos a solução. Como é insuportável para famílias, empresas e bancos a descida substancial dos preços do imobiliário, o aparecimento de inflação será a forma menos dolorosa para todos de fazer depreciar o valor real dos activos imobiliários, sem o recurso à queda abrupta dos preços que poderá ter de acontecer, caso não haja inflação.

Claro que, para as empresas e famílias, a subida do custo do dinheiro não é uma boa notícia porém, neste momento, a opção não é, infelizmente, entre ter acesso a dinheiro mais caro ou mais barato, mas entre ter ou não acesso a dinheiro!

in Expresso ; acedido em 20-04-2009

terça-feira, 31 de março de 2009

Magistrados do caso Freeport querem queixar-se a Cavaco

Pinto Monteiro pronuncia-se hoje sobre as alegadas pressões políticas denunciadas pelos magistrados. Sindicato vai pedir apoio ao Presidente.

Depois de três dias de graves denúncias públicas sobre pressões políticas à investigação do caso Freeport, o Sindicato de Magistrados do Ministério Público (SMMP) não vai deixar cair as suas preocupações e já pediu uma audiência urgente ao Presidente da República. Enquanto se aguarda por uma resposta de Cavaco, hoje, o Procurador-Geral da República (PGR) vai pronunciar-se sobre a investigação que se arrasta desde Outubro de 2004.

(Diário Económico, 31.03.2009)

segunda-feira, 30 de março de 2009

Portugal espiado por rede internacional

O relatório de quatro investigadores canadianos, do Centro Munk de Estudos Internacionais da Universidade de Toronto, divulgado ontem, mostra que entre Junho de 2008 e Março deste ano uma grande operação de espionagem electrónica invadiu computadores e roubou documentos de centenas de escritórios privados e governamentais em todo o Mundo.
(CM, 30.03.2009)

domingo, 29 de março de 2009

Magistrados pressionados para arquivar

O arquivamento do processo Freeport, no todo ou em parte, está a ser discutido pela hierarquia do Ministério Público, e os magistrados que lideram a investigação têm sido pressionados para fechar o caso. A palavra final vai pertencer a Cândida Almeida, coordenadora do DCIAP, e a Pinto Monteiro, procurador-geral da República.

(CM, 29.03.2009)

sexta-feira, 27 de março de 2009

Parenteses Histórico

Espanha quis invadir Portugal em 1975
Apoio norte-americano foi solicitado por Madrid

O jornal iberista espanhol «El Pais» controlado pelo grupo PRISA [1] afirmou neste fim de semana que durante o Verão-quente de 1975 a Espanha tinha planos para ocupar Portugal e que pediu a colaboração passiva dos Estados Unidos na invasão.Segundo a mesma fonte o então chefe do governo, o dirigente espanhol Carlos Árias Navarro, amigo pessoal do ditador Francisco Franco [2] terá contactado o governo de Washington após o falhado golpe de estado de 11 de Março de 1975 em Portugal, levado a cabo por António de Spínola.António de Spínola, um general conservador que tinha sido empossado Presidente da República, na sequência da revolução de 25 de Abril de 1974, demitiu-se do cargo por discordar radicalmente da evolução da situação política portuguesa nomeadamente da entrega apressada e descontrolada das colónias a movimentos apoiados pela União Soviética.A influência do Partido Comunista Português em várias das estruturas do exército,. Levou Spínola a acreditar que se preparava um golpe comunista apoiado pela União Soviética, o qual passaria pelo assassínio de várias personalidades contrárias a Moscovo, entre as quais estava ele próprio.Essa operação ficou conhecida como «Matança da Páscoa», e é por ter acreditado nela, que Spínola tenta um golpe mal preparado e mal organizado em 11 de Março de 1975.A tentativa de golpe, resultou numa radicalização da situação e no controlo do poder em Lisboa por grupos de pessoas ligados ao Partido Comunista Português e à União Soviética, interessada especialmente em imobilizar o exército português em África, de forma a que as suas tropas [3] tomassem posições em Angola.Spínola foge para Espanha no próprio dia 11 de Março de 1975 e segundo documentos já publicados há alguns anos, numa investigação do semanário Expresso, solicitou a intervenção do exército espanhol, invadindo Portugal para evitar que o Partido Comunista instalasse em Lisboa um regime de inspiração soviética.Árias Navarro, terá discutido a situação portuguesa com o subsecretário de estado norte-americano Robert Ingersol, poucos dias depois de Spínola ter contactado o governo espanhol, ainda nesse mês de Março, logo após ter fugido de Portugal e ter pedido a intervenção espanhola.O dirigente espanhol, terá sondado o diplomata norte-americano sobre que posição os Estados Unidos tomariam no caso de a Espanha invadir Portugal.O argumento do governo espanhol, era o de que Portugal era uma potencial ameaça para Espanha, perante a possibilidade de um governo pró soviético se instalar em Lisboa e deliberadamente começar a desestabilizar Espanha.Árias Navarro afirmou que temia que Portugal pudesse obter apoio exterior para desestabilizar Espanha, apoio que só poderia ser apoio soviético [4].O governo espanhol voltou a contactar políticos norte-americanos de visita à capital espanhola alguns dias depois, a 7 de Abril de 1975 continuou a insistir junto de Washington, explicando a posição espanhola e os argumentos justificativos da invasão.O embaixador norte-americano em Madrid Wells Stabler, enviou em 28 de Maio de 1974 um relatório para Washington afirmando que os militares consideravam que Espanha teria dificuldades em proteger-se de alegadas acções subversivas portuguesas.Segundo o embaixador norte-americano em Madrid, o dirigente espanhol parecia transmitir aos seus pares europeus que a situação em Portugal não podia continuar como estava e que a Espanha tinha que invadir Portugal para regularizar a situação. O embaixador achava no entanto que Madrid não sabia como Washington reagiria à intervenção espanhola em Portugal.Já em Outubro, o dirigente Espanhol terá voltado a mostrar preocupação com o evoluir da situação portuguesa e com o facto de o Partido Comunista estar a controlar completamente o país.A relação entre os dois países atingiu um nível crítico quando em Setembro de 1975 a embaixada espanhola em Lisboa foi assaltado por elementos de extrema esquerda. A acção é vista por vários sectores como uma tentativa de provocar uma reacção espanhola, conseguindo assim o apoio popular para a esquerda portuguesa que depois das eleições de 25 de Abril de 1975 tinha obtido uma representação inferior a 20% dos votos e precisava de apoio popular para garantir a continuação do processo revolucionário.A acção de 25 de Novembro de 1975, removeu os elementos radicais e o Partido Comunista do poder em Portugal. A União Soviética não estava interessada em tomar posições no país e naquela altura já estava assegurado o seu objectivo principal: a instalação de regimes comunistas nas antigas colónias portuguesas.A morte de Franco, a transição para a democracia em Espanha, e a consolidação da democracia em Portugal, terão arquivado aquele que terá sido o terceiro plano em um século para invasão de Portugal por parte da Espanha.

[1] – Normalmente associado ao movimento republicano federalista, que defende o desaparecimento de Portugal e a sua inclusão numa república federal ibérica de cariz e cultura castelhana.
[2] – Franco tinha ascendido ao poder em Espanha em 1936 com o apoio directo das tropas de Adolf Hitler e tinha o regime Nazista alemão como modelo a seguir em Espanha. A derrota Nazi na guerra forçou o ditador espanhol a iniciar um processo de metamorfose, onde manteve internamente um sistema de repressão brutal, cópia fiel da Alemanha Nazi tentando criar uma imagem externa de conservador católico, tendo para o efeito contado com a colaboração e apoio activo da Igreja Católica de Espanha.
[3] – A intervenção soviética em Angola foi feita através do «aluguer» de soldados cubanos, pelos quais Fidel Castro recebia uma quantia por peça.A título de curiosidade há que referir que o sistema de aluguer de cidadãos continua até hoje. Cuba aluga presentemente médicos e enfermeiros que são colocados no estrangeiro contra o pagamento de quantias ao governo cubano. Os médicos e enfermeiros não recebem qualquer bónus adicional.
[4] - O argumento do «medo», invadindo Portugal para evitar a «contaminação» era curiosamente o mesmo que tinha sido utilizado por Afonso XIII depois da implantação da República Portuguesa em 1910. Também o ditador hitleriano Francisco Franco tinha considerado a possibilidade de invasão em 1940-1941, considerando exactamente o mesmo argumento: Atacar Portugal para evitar eventuais ataques portugueses contra Espanha.

in http://www.areamilitar.net/noticias/noticias.aspx?nrnot=683 ; acedido em 27-03-08 às 19h40m

Parece-me opurtuno divulgar este artigo uma vez que, este, como tantos outros episódios da nossa história e história internacional, não são referenciados nas nossas escolas nem na sociedade, vá-se la saber porque...

Evolução...

Nascemos, vivemos e morremos, são as únicas certezas que hoje em dia temos!
Quando nascemos, vamos sendo educados, uns pelos pais (sortudos) outros pelas diversas instituições existentes na nossa sociedade. Desde da nascença que nos são incutidos costumes, princípios, ensinamentos, vão nos dizendo o que é certo e o que é errado. Lógico que aquilo que nos é dito, aquilo que nos é ensinado, obedece normas já estabelecidas há muitos anos. Tradições, crenças, tabus, certo e errado, sempre tendo em conta os princípios de honra, honestidade, amizade, respeito, etc. Princípios estes, que, são o pilar de qualquer sociedade!
Os anos vão passando, nos vamos crescendo, evoluindo (mau era se assim não fosse) e constatando diversas realidades que são bastante diferentes daquilo que nos iam ensinando. Até ao ponto de, na nossa cabeça existir uma barafunda interminável (isto quem tenta perceber o que anda a fazer neste mundo).

Bom, aqui começa o interessante da nossa vida!

Interrogamo-nos muitas vezes, o que andei eu aprender na catequese? o que andei aprender na escola? O que é vida? O que ando aqui a fazer?
Bem...devem estar a pensar: onde é que este tipo pretende chegar?

Pretendo chegar precisamente onde toda a gente deveria querer chegar!

Nós vamos evoluindo, a sociedade vai evoluindo, o saber científico vai evoluindo, mas, as normas, as leis que nos são impostas são as mesmas de há muitos anos. Isto porque interessa aos poderes instituídos que assim seja. As pessoas saberem demais, dizerem e assumirem aquilo que é verdade realmente, denunciarem o que está errado, isto não interessa aos ditos poderes. Nós somos ovelhas de um rebanho, que temos como pastores a religião, os mass-media, as instituições sociais e partidos políticos!

Porque se continua a dar valor à opinião das diversas religiões, quando sabemos que é tudo uma treta;
Porque se continua a ver telejornais nos diversos canais e ler jornais, quando sabemos que é tudo uma palhaçada para nos entreter;
Porque se continua a votar, quando sabemos que, quer se vote nuns ou noutros é tudo a mesma coisa;
Porque se continua a meter gasóleo ou gasolina nas empresas monopolistas, quando toda gente sabe que existem outras fontes de energia, híbrido ou eléctrico.

Muitos dizem, é o preço da evolução!

Eu pergunto, evolução de quem? Das elites? Dos ricos cada vez mais ricos? Da sociedade? A sociedade não evoluí enquanto as instituições, os políticos e todos os poderes instituídos mudarem a sua postura. Ou seja a sociedade nunca evoluirá, porque não interessa evoluir, porque vivemos num sistema em que o dinheiro é o principal motivo da vida!

Nós somos os escravos modernos, endividados, presos ao sistema, trabalhamos uma vida toda para chegarmos ao fim e termos uns trocos.

Vivemos numa intitulada "democracia", que é um insulto à inteligência Humana!

quinta-feira, 26 de março de 2009

Isaltino Morais admite ter fugido aos impostos quando comprou casa

Presidente da Câmara de Oeiras diz-se “autarca impoluto”

O presidente da Câmara de Oeiras admitiu hoje, segundo dia do seu julgamento, ter fugido aos impostos, remetendo para mais tarde questões sobre a proveniência de quantias relativas a viabilizações de negócios imobiliários e outros negócios.

"A acusação é que devia ter a obrigação de dizer a proveniência deste dinheiro. Sou um autarca impoluto, no final esclarecerei as questões de dinheiro em numerário", disse hoje de manhã o presidente da Câmara de Oeiras, Isaltino Morais, ao ser interrogado pela juíza que preside ao colectivo, Paula Albuquerque.

Isaltino Morais admitiu ter fugido ao fisco na compra de uma casa e duas garagens no concelho, na década de 1990 - declarando 32.600 contos mas pagando, posteriormente, mais 11.500 contos - e alegou que qualquer cidadão com mais de 50 anos recorria a este tipo de prática na altura.

O principal arguido do chamado "Caso Isaltino" nega ter sido beneficiado pela sociedade imobiliária, por ter ocupado a referida casa sem a ter pago de imediato, e explicou que avisou desde o início os proprietários de que a escritura só poderia ser feita mais tarde devido ao seu processo de divórcio. O autarca afirmou que este foi um negócio "normalíssimo", sem que tenham sido feitos quaisquer "favores", tal como no processo de construção do empreendimento da Giribita, também no município.

Neste caso, o presidente camarário é acusado de ter aprovado um projecto imobiliário da responsabilidade da empresa do arguido e seu amigo Mateus Marques, que violava os critérios de construção do terreno, e de ter orientado os funcionários municipais para fazer passar o plano, além de ter alegadamente chantageado o construtor para obter uma fracção a preços menores do que os do mercado.

Isaltino explicou que o estudo prévio com os parâmetros de operações urbanísticas foi aprovado em 1989 e que só em 1994 a empresa começou a tentar avançar com o empreendimento. Mais tarde, a obra foi alvo de um embargo, mas, segundo o responsável, a situação foi desbloqueada por o promotor ter apresentado um projecto de alterações que motivou um parecer dos serviços a dizer que era passível de ser aprovado.

Quanto à possibilidade da reserva da fracção, o antigo ministro disse que entregou um cheque de 15 mil contos a Mateus Marques, mas "para um negócio qualquer" noutra zona, uma vez que não tinha capacidade para adquirir uma casa naquele condomínio. No entanto, acrescentou, acabou por pedir a devolução da quantia, não para evitar um escândalo na comunicação social (como é referido pela acusação), mas simplesmente porque precisava.

Isaltino Morais foi também questionado sobre a compra de um carro da marca Audi, que explicou ter comprado por 35 mil euros em numerário e vendido depois por 60 mil, ao ver que não se adaptava ao modelo. Acusado de tentar ocultar a viatura, o arguido sublinhou que o documento que recebeu quando a comprou não tinha o seu nome, pelo que foi registá-la mais tarde, para efectivar a venda a outra pessoa.

A única justificação que se escusou a prestar foi sobre a proveniência dos 35 mil euros em "dinheiro vivo" que pagou pelo carro. Após um intervalo para almoço, a sessão continuará durante a tarde.

in Lusa, acedido em 26.03.2009 - 19h52m



O que é isto??

Pensões vão pagar mais Segurança Social

As pensões de invalidez e de velhice dos aposentados que exerçam uma actividade profissional vão estar sujeitas, a partir de 1 de Outubro deste ano, a uma maior taxa contributiva da Segurança Social. Com esta medida, prevista no novo Código das Contribuições, as entidades empregadoras, os pensionistas de invalidez, os reformados com pensões mais altas e até os trabalhadores em situação de pré-reforma vão começar a descontar mais dinheiro da remuneração mensal para a Segurança Social.

(CM, 26.03.2009)

Zeitgeist - defenição

Zeitgeist (pronúncia: tzait.gaisst) é um termo alemão cuja tradução significa espírito de época ou espírito do tempo. O Zeitgeist significa, em suma, o conjunto do clima intelectual e cultural do mundo, numa certa época, ou as características genéricas de um determinado período de tempo.

(Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre)

Zeistgeist, Addendum (A não perder)

Legendado em português:

terça-feira, 24 de março de 2009

Zeitgeist, O Filme (A não perder)

Legendado em português:

Neste Nosso Portugal…

Onde a escolaridade é das mais baixas da Europa,
Onde o Estado cada vez menos investe na Educação propriamente dita,
Onde se manipulam estatísticas com programas tipo “novas Oportunidades” (será que alguém aprende em 3 meses o que se deveria aprender em anos?),
Onde se entregam “Magalhães” em vez de papel higiénico, leite, etc., nas escolas, para socorrer uma empresa que estava a beira da falência…
Onde temos duzentos e tal deputados (deveriam ser 1/5) mais a maquina que isso arrasta na Assembleia da Republica e estão se a literalmente a borrifar para o país,
Onde um trabalhador independente é obrigado a pagar segurança social (mais do que a maior parte que também descontam) e não tem direito a subsídios de desemprego,
Onde anda 60% da população a manter os outros 40%,
Onde os corruptos nada lhes acontece porque são senhores poderosos,
Onde a maioria da população esta metida na teia politica e não se revolta porque “não pode”,
Onde temos um governo que comanda todos os outros órgãos de soberania,
Onde temos padres que fazem votos de pobreza e recebem pensões de milhares de euros,
Onde se metem milhões de euros nos bolsos dos senhores da banca para combater a crise e os bancos cada vez mais “enterram” as micros e pequenas empresas,
Onde se fala de TGV, aeroportos, etc, na situação económica em que estamos,
Onde os policias andam com armas mas não podem utiliza-las,
Onde a criminalidade aumenta cada dia que passa,
Onde pessoas que não pagam impostos andam aos tiros por uma casa que não tem dono,
Onde se atribuem subsídios para quem não quer fazer a ponta de um corno,
Onde se paga IVA antes de saber sequer se os clientes irão pagar,
Onde se atribuem fundos a empresas e passado pouco tempo abrem insolvência mandando milhares para o desemprego,
Onde os miúdos das escolas batem nos professores, insultam e coitadinhos não lhes acontece nada nem na escola nem em casa,
Onde não se chumba na escola,
Onde se anda a promover a ignorância oficializada até ao 12º ano,
Onde os partidos políticos são as próprias “máfias”,
Onde um Presidente da Republica é uma peça de enfeite,
Onde o que realmente interessa ao povo saber não lhes é informado, apenas futebol, novelas e coisas afins,
Onde o próprio povo, diga-se, também se esta a borrifar (até um dia!);

É este o Nosso Portugal???

Eleições ficam caras às empresas

As campanhas eleitorais para a Assembleia da República, o Parlamento Europeu e as autarquias locais, que irão decorrer entre Junho e Outubro deste ano, vão custar, em média, às empresas 180,5 milhões de euros em salários. Tudo porque é necessário pagar aos cerca de cem mil candidatos (entre efectivos e suplentes), que irão participar em acções de campanha para aquelas três eleições. Com tamanha despesa num ano em que as empresas estão asfixiadas pela forte crise económica, a Confederação da Indústria Portuguesa (CIP) apresentou ao Governo uma proposta que, sendo acolhida, permitirá reduzir as despesas com ordenados para 59,8 milhões de euros, menos 67 por cento.

(CM, 24.03.2009)

Vitorino factura 5 mil por reunião

O ex-comissário europeu, António Vitorino, ganha 5000 euros por cada reunião a que preside como presidente da mesa da Assembleia Geral da Brisa, de acordo com o relatório anual de bom governo das sociedades, ontem disponibilizado no sítio da Comissão de Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

(CM, 24.03.2009)

sábado, 21 de março de 2009

Tribunal solta violador (a nossa justiça…)

Um predador sexual que sequestrou e violou, numa mata, uma menina de oito anos, depois de a apanhar a caminho da escola e fechar na mala do carro, esteve apenas cinco meses em prisão preventiva. O Tribunal de Cantanhede decidiu alterar a medida de coacção e o homem, de 30 anos, aguarda agora o julgamento em casa.

(Correio da Manhã, 21.03.2009)

Ciganos armados com paus entram em escola

A escola básica 2/3 de Silgueiros, Viseu, foi esta quarta-feira invadida por alguns homens e mulheres armados de paus, na sequência de uma rixa entre dois alunos, disseram fontes da GNR e do estabelecimento de ensino.

O vice-presidente da escola básica de D. Luís Loureiro, Paulo França, contou à Agência Lusa que, "no intervalo das 11:50 às 12:00, dois alunos de etnia cigana de 15 anos, pertencentes a acampamentos rivais, envolveram-se numa pequena rixa".

"Um deles acabou por cair e fazer um pequeno golpe na cabeça, mas que estava a deitar muito sangue. O irmão dele telefonou aos pais do telemóvel a dizer que ele estava muito mal e, cinco ou dez minutos depois, chegaram várias carrinhas", contou.

Segundo Paulo França, "eram para aí umas doze pessoas, que entraram pela escola dentro armadas com cinco bastões, um deles de ferro, e começaram a tentar encontrar o aluno ferido e o outro que o tinha agredido, dizendo que o iam matar".

"Ameaçaram professores e funcionários e acabaram mesmo por agredir com uma bofetada uma funcionária que os tentou impedir de entrar no edifício", lamentou.

Quando chegaram ao pé do aluno ferido, "viram que ele estava bem e a ser tratado por um funcionário que tem formação em primeiros socorros e as coisas serenaram, mas o mal já estava feito", acrescentou.

Paulo França disse que, "perante as ameaças aos alunos e a rapidez com que entraram na escola e praticamente a ocuparam", o conselho executivo se sentiu "impotente para conter a invasão" e chamou a GNR, que identificou os elementos do grupo.

O responsável admitiu ser "muito fácil entrar na escola", quer pelo portão, "que é grande e que também é usado pelos fornecedores", quer pela vedação.

"Já pedimos verbas para a vedação e o portão, mas como se trata de uma extensão muito grande, o argumento é sempre a falta de verbas", lamentou, avançando que, atendendo ao episódio de hoje, o conselho executivo vai voltar a fazer o pedido à Direcção Regional de Educação do Centro.

A escola básica 2/3 de Silgueiros, que é sede de agrupamento, é frequentada por cerca de 270 alunos, uma dúzia dos quais de etnia cigana.

"No primeiro ciclo já se tinham verificado problemas e houve até pais de etnia cigana que não colocaram os filhos em determinadas escolas. Mas aqui nunca tínhamos sentido a rivalidade desta forma", garantiu.

Fonte da GNR disse à Lusa que, "face ao que aconteceu hoje, haverá uma atenção acrescida" em relação aos locais de acampamento.

(JN, 18.03.2009)

Engraçado…ninguém detido, interrogado ou qualquer outra situação. Ao contrário de muitas outras quando se denunciam os senhores do poder.

Padre Melícias com pensão de 7450 euros (o que é isto???)

O padre Vítor Melícias, ex-alto comissário para Timor-Leste e ex-presidente do Montepio Geral, declarou ao Tribunal Constitucional, como membro do Conselho Económico e Social (CES), um rendimento anual de pensões de 104 301 euros. Em 14 meses, o sacerdote, que prestou um voto de obediência à Ordem dos Franciscanos, tem uma pensão mensal de 7450 euros. O valor desta aposentação resulta, segundo disse ao CM Vítor Melícias, da "remuneração acima da média" auferida em vários cargos.

Vítor Melícias entregou a declaração de rendimentos no Tribunal Constitucional em 2 de Fevereiro de 2009, mais de um ano após a instituição presidida por Rui Moura Ramos ter clarificado a interpretação da lei que controla a riqueza dos titulares de cargos políticos. A 15 de Janeiro de 2008, o Tribunal Constitucional deixou claro que, ao abrigo da lei 25/95, 'de entre os membros que compõem o CES, se encontram vinculados ao referido dever [de entrega da declaração de rendimentos] aqueles que integrem o Conselho Coordenador e a Comissão Permanente de Concertação Social, bem como o secretário-geral'.

Com 71 anos, Vítor Melícias declarou, em 2007, ao Tribunal Constitucional um rendimento total de 111 491 euros, dos quais 104 301 euros de pensões e 7190 euros de trabalho dependente. 'Eu tenho uma pensão aceitável mas não sou rico', diz o sacerdote.

Melícias frisa que exerceu funções com 'remuneração acima da média, que corresponde a uma responsabilidade acima de director-geral', no Montepio Geral, na Misericórdia de Lisboa, no Serviço Nacional de Bombeiros e noutros organismos.

 (Correio da Manhã, 19.03.2009)

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